O papel do RH na experiência do empregado
Que seja eterno enquanto dure ou que a experiência seja marcante para que dure eternamente?
Ter um produto ou serviço de qualidade, estratégias bem definidas e investimento em tecnologia vale de algo se não temos pessoas inspiradas e engajadas para produzir ou vender tudo isso? É impossível desdobrar qualquer estratégia de sucesso sem pessoas. E como aumentar o comprometimento desse bem tão valioso para que essa relação seja a mais eterna e marcante possível? Promover experiências e trazer qualidade nas interações dele com a empresa pode ser um bom começo considerando que o engajamento é dinâmico e está atrelado a experiência do empregado.
Parece óbvio dizer que funcionários engajados performam melhor e contribuem para um melhor resultado da empresa. Mas na verdade, é uma relação de troca que varia bastante entre o momento de carreira e aspirações aos objetivos da empresa.
Entender essa interação desde o primeiro contato até o fim do relacionamento remete ao que chamamos de experiência do cliente. Faz até sentido pois em muitos casos é o talento que escolhe a empresa, comprando a ideia da organização, o seu propósito. Mas a experiência do empregado vai muito além, pois impacta também a forma como a empresa se organiza.
O segredo é deixar falar e saber ouvir.
Ouvir os funcionários com mais frequência permite que as empresas estejam mais preparadas com uma perspectiva maior de influenciar no engajamento. Pesquisas menores para tomar decisões e mais frequentes, conhecidas como pulse surveys costumam fazer sucesso nesse caso. As famosas pesquisas de clima perderam parte da força e em breve darão lugar para uma amostragem menor com percepções diárias do empregado, é o que diz Erika Graciotto, líder da área de employee insights da consultoria Willis Towers Watson.
Podemos dizer que ultrapassamos a era do engajamento e estamos agora na era da experiência do empregado?
Amin, vice-presidente de operações e pessoas na CI&T, especializada em soluções digitais afirma que sim. Para ele, além das reflexões pontuais sobre como promover engajamento é preciso saber como contribuir no longo prazo, ajudando a reprojetar a organização de forma a destravar o potencial das equipes.
Processos de avaliação de performance e reconhecimento, espaço físico descontraído, área de inovação, o colaborador como protagonista…parece o cenário perfeito para uma experiência positiva marcante mas de nada vale se a organização não estiver preparada para aceitar as falhas, a tentativa e erro e claro, uma liderança cultivando todas essas atitudes.
Vem aí o surgimento de um novo contrato entre empregado e empregador
O foco está na experiência do empregado além de suas atribuições. Um trabalho com significado, suporte do gestor, ambiente positivo, oportunidade de crescimento, confiança na liderança. Tudo isso com um respaldo contínuo e focado do RH.
É importante lembrar que “nenhuma ação promovida pelo RH terá alto impacto positivo na experiência do empregado se o líder não fizer a parte dele e estiver próximo, se envolver, acompanhar e conversar”, acrescenta Erika, da Willis Towers.
Para que isso tudo ganhe força é necessária também uma mudança na mentalidade da liderança de RH. Deixar de comparar dados e evoluções de anos anteriores e passar a focar de fato nas informações relevantes para o negócio.
Estão mais próximos do engajamento os funcionários que recebem suporte adequado para realizarem suas atividades. Quanto mais marcante for a experiência mais engajamento em gerar resultado. O que reflete em todas as esferas de nossas vidas, inclusive no relacionamento com o cliente, é um espelho de experiências.
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